Desculpe meu coração
quinta-feira, 23 de julho de 2009 | Opine aqui
O dia está frio, não tanto quanto as noites que se passaram e não sei bem se devo dizer que essas noites foram em vão. As noites que passaram me parecem uma eternidade da qual não preciso, não preciso de eternidades vazias, bem como não preciso mais sofrer. Isso se chama superação.
Superação dos meus erros maléficos, dos meus erros mortais, meus pecados imortais, mortos há tantos anos atrás.
Gritante dor, vazio, morte, rapidez. Parecem-me boas palavras para deixar nosso pequeno romance veranista sucinto, um amor de verão sem eira nem beira, atrevo-me a dizer que foi um amor morto e que sequer deixou vestígio depois que perpassou a mente, sequer apareceu em meu coração. O nosso romance foi em vão, como tantos outros, aborto da natureza.
Tristeza, tristeza que mora aqui no meu peito indefeso e machucado, mas não por causa desse romance veranista. Hediondo, sadomasoquista. Delirante, deliberante.
O seu amor serviu para nós dois, o meu amor não passou de uma gota de piedade. Que maldade, maldade da superação, maldade do meu coração sem razão que lhe machucou e agora zomba de ti. Meu coração é tão guri. Nem consegue distinguir o amor verdadeiro do amor transeunte, nem consegue distinguir ao sair do peito um coração. Não consegue, não. Não consegue vê-lo partir, exaurir e se destruir por um amor assim, sem fim. Que agora eu caçoo, desculpe caçoar do nosso amor de verão, desculpe ter lhe destruído o coração.
Agora pesando bem, vejo que nada foi em vão. Vejo que ainda há no meu coração uma ponta de paixão perdida que me impede de caçoar do seu amor e pede perdão pelo fim de uma paixão que prometeu ter para a vida, prometeu que nunca iria se exaurir. Desculpe meu coração que ele é uma pode até aqui de mágoas.
Desculpe meu coração.
Desculpe-me, meu coração.

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Acalanto
quinta-feira, 2 de julho de 2009 | Opine aqui
Escrevendo assim nem lembro o que era pra falar. Amor, vida, morte, morte, amor.
Escrevendo assim parece estranho, parece... supenso. Como se isso nem tivesse uma finalidade e fosse mais uma obrigação, escrevendeo assim a idéia parece inútil, parece uma sina.
Assim as coisas parecem difusas no tempo, no tempo em que eu ainda escrevcia coisas bonitas, mas com uma certa inexperiência, e quando adquiri essa experiência já não preciso mais dela.
E tudo agora prarece mais difuso e distante, em algum ponto do passado eu parei de gostar de tudo que eu fazia e passei a me dedicar a coisas novas, que algum dias vão se tornar velhas e vão ser substituidas como tudo na minha vida, eu substituo cada momento, cada olhar, tento reviver, cada dia como se fosse aquele, e as coisas nunca saem iguais, nunca, nunca, nunca.
E tudo se torna um ciclo vicioso, em que eu procuro reconquistar pessoas e as afasto cada vez mais, mas é assim que eu preciso reconstruir minha "rede social", prefiro não estar só, para não repetir momentos só. Prefiro viver a recuperar amizades, mas procuro recuperá-las para viver.
Mas mesmo assim ainda mes sinto só, um vazio em minh'alma que parece estar fora do padrão. Qualquer dia me torno um borderline.
De qualquer jeito minhas novaz amizades não legais, meus novos amores, minha nova vida me tornou novo, só novo.
Preciso de um acalanto qualquer, uma mão acolhedora, um carinho em minh'alma, uma acalanto, aclanto, acalanto.
Acalanto.

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Seja o que for
"Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão. Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher. Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão. Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói" Caetano

O blog
Para Jéssica,
porque "o que obviamente não presta
sempre me interessou".

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Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."