Carta de Despedida
terça-feira, 30 de dezembro de 2008 | Opine aqui
Eu pulei, pulei do precipicio, sempre pensei no que pensar nos meu últimos 5 segundos de vida e me agarrei com todas as esperanças nesse pensamente, o suicidio, me agarrei no pesnamento de que agora não podia voltar atrás, que querendo ou não eu iria arder no inferno, Deus não perdoava suicidas, Deus era mau, pelo menos naquele dia, naqueles específicos 5 segundos. Os meu segundos de morte, os meus segundo de precedencia do inferno, e isso não me agradave nem um pouco, estar ali, sabendo do inferno, sabendo de mim.
Caí e no fim não fui a lugar nehum fiquei lá, só um corpo, que não tinha mais a alma, porque minha alma anda vagando por aí, nem sei onde, e quem sabe quelquer dia desses alguém a a ache e possoa finalmente pariti, pariti para o meu inferno de vida, para o purgatório. Passei meus últimos 10 minutos de vida escrevendo isso, recostado a uma pedra, espereo que quem achar isso me encontre também.
E possa me dar o fim descende que mereço, e não pense em contar de suicidio e dos meus 5 segundos, espero o fim digno e o fim está próximo.

Atenciosamente, Louis  

Marcadores:



Reflexo
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008 | Opine aqui
O meu reflexo sobre a água permanecia nitido e feroz, as minhas mãos tremiam com uma taça de champagne barato às mãos, as minhas costas estavam arquedas pelo tempo, pelo viver que me deixara assim, velho, inútil, eu estava me comportando agora como um inútil, sim, pois tudo à mim era feito, tudo que eu ainda tinha condição es de fazer e que eu mesmo podia tê-lo feito, eu sentia que estava me tornando um peso para a vida de muito outros. Me sentia apenas um refelxo por sobre aquela água suja de um lago.
As rugas que se viam naquele reflexo representavam cada ano que vivi aventuradamente, junto com Cecê, minha já falecida esposa, o velho que me olhava não era o mesmo do ainda jovem que olhava pra ele, lá na água. 
Ainda gostava de aventuras, ainda me faziam bem como o cheiro de Cecê, ou o cheiro das rosas perfumadas que ela plantava. Avistava pessoas ao longe, pessoas queridas, amigos, que guardei pelos anos, os inúmeros anos que me tiraram a juventude, ainda que tardiamente. Eles estavam felizes, eles pelo menos o pareciam, eu nem me importava mais, o que eu queria mesmo era estar agora ao lado de minha esposa e brincar com nosso filhos à varanda, mas a vida me impedia disso, o rumo que ela tomou me impedia, queria que Cecê me visse agora, indefeso e indiferente. 
Então enfim me tornei parte da água, ficaria lá, até que alguém viesse encontrar o meu reflexo num lago sujo.

Marcadores:



O Anjo Malaquias
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008 | Opine aqui
Eu continuo a fingir que nada está errado, que uma xícara de café me agrada, que um chá muito quente não me queima a língua. Continuo a fingir que sou normal, que ninguém se diferencia de mim, procuro estar perto da socidade pra assim poder conseguir mais, procuro ser social. Mas tenho dificuldade, essa é a verdade, quando fecho os olhos a noite me vejo caindo de um precipício gigantesco, é isso que me separa do mundo, um precipício gigantesco. Eu não sou como todo mundo e esse é o problema, na verdade isso deveria ser uma qualidade, porém tento desesperadamante me meter dentro de um padrão. Mas o sistema é muito melancólico para mim, quero algo além disso, dessa vida que levo, quero algo além de tudo, masa algo que não se diferencia de cada um e de todos. Quero ser um rockstar, quero ter o sonho que todo mundo tem, quero ser mundano e não divino como eu sou.
Quero não ser o Anjo Malaquias.* 

*O Anjo Malquias de Mário Quintana

Marcadores:



Foi Por Medo de Avião
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 | Opine aqui
Belchior tocava num som distante na sala, cantava empregando toda sua voz, toda seu repique nas letras, eu estava lá sentado, vagamante pensava, pensava em como é vago o mundo, como não temos nada a perder se abrirmos uma porta e nos atirarmos do 5º andar.
Pelo menos eu não teria nada a perder, não, não teria, pois já perdido tudo tinha, e tinha perdido a coisa mais preciosa, eu tinha perdido um coração.
Meu coração era frágil e flácido, e ele se perdeu, na verdade quando a perdi, quando a conheci talvez, perdi ele para ela, num avião, numa classe normal, turbulências, e um aperto de mãos, uma vontade louca de senti-la perto, seu cheiro de flores, leve como a brisa que paira no ar, leve como só ela poderia ser.
Ela me levava, eu ia as alturas e não tinha medo de avião algum, pois estava aqui, aqui e lá. Lá junto com ela, nas alturas, no trampolim do sem-fim, além das magnólias e estavamos juntos, mas findou.
Ela findou, num recado, uma xícara de café, ruídos surdos, uma fugitiva na noite. E uma foto já gasta de um beijo roubado. E de um aperto de mão.
No rádio Belchior continuava a cantar:
"Foi por medo de avião
Que eu segurei pela primeira vez a tua mão"

Marcadores:



Da Morte Lenta
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 | Opine aqui
Seus dedos longos e finos tocavam a parede arranhada do quarto, o papel de parede tinha buracos e já começava a se decompor, ele estava deitado na cama, a cama que o acolheu, onde dormiu enquanto vivia nas casa dos pais e a qual voltava hoje para morrer, a qual o tivera desde as primeiras vezes que dormiu sozinho, passando pela sua primeira vez, até seu derradeiro último dia.
Lá ele estava deitado a fumaça enchia o quarto fechado, as labaredas de fogo lambiam os pés da cama e ele podia sentir o calor do fogo diretamente sobre si. Queria sair dali, mas sabia que já era impossível, mas por um lado se sentia bem, por estar realmente vivendo agora, enquento morria, se é possível tal paradoxo.
A cama cedeu, caiu por terra, ele sentiu o baque, não moveu um dedo sequer, a dor que suportaria em poucos segundo seria muito pior, seria a dor da morte e como dói a morte nesses casos, ela nem é tão lenta, mas é muito dolorosa. 
Seu corpo começou a esquentar, e de repente a combustão. A dor se é infinta quando multiplicada apenas por dois, então a dor desse homem foi infinita, pois tinha a dor do viver, da qual já sofria muito e a dor do estar, do estar ali, a morrer. 
Dói quando queremos que doa e ama-se quando Deus bem entende.

Marcadores: ,



Seja o que for
"Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão. Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher. Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão. Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói" Caetano

O blog
Para Jéssica,
porque "o que obviamente não presta
sempre me interessou".

Arquivo
Outubro 2008; Novembro 2008; Dezembro 2008; Janeiro 2009; Fevereiro 2009; Março 2009; Abril 2009; Maio 2009; Junho 2009; Julho 2009; Agosto 2009; Setembro 2009; Outubro 2009; Novembro 2009; Dezembro 2009; Janeiro 2010; Fevereiro 2010; Março 2010; Abril 2010; Maio 2010; Junho 2010; Julho 2010; Agosto 2010; Setembro 2010; Outubro 2010; Dezembro 2010; Março 2011; Abril 2011; Maio 2011; Junho 2011; Julho 2011; Agosto 2011; Outubro 2011; Novembro 2011; Março 2012; Maio 2012; Agosto 2012; Outubro 2012; Dezembro 2012; Abril 2013; Maio 2013;

Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."