Please Please Me
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 | Opine aqui
Era tudo branco o que eu via, nem uma nesga do escuro quarto, só um mar branco, um mar de leite. A cegueira a meu próprio modo.
Até tudo voltar ao normal.
Ali, nós dois deitados na cama, ofegantes. O cigarro, o whisky e o teu livro de Lispector reposavam sobre a amesa-de-cabeceira, delicados como tu.
O êxtase era maravilhoso, principalmente sendo ao teu lado. Meu estado de espírito não podia ser melhor.
Escrevi um poema e mais um e mais um, escrevi sobre ninguém, sobre alguém que nem sequer existe fora da minha imaginação. Êxtasiada ao lado estava você, nua, só minha, só.
Depois escrevi mais, sobre nós, sobre tua nudez e procurei o êxtase de ti novamente, e consegui. Selvageria, onde nós dois éramos os animais racionais, onde eu te amava mais que tudo.
E assim nós fomos, até o fim do tempo nós dois, quando partiu e eu te amei, e te implorei para ficar e te implorei para voltar. te implorei para se apaixonar novamente, mas teu amor ingrato não queria mais saber de mim.
Volte para mim com seu amor ingrato que eu amo demais.
Por favor, onde estiver.


Seja o que for
"Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão. Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher. Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão. Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói" Caetano

O blog
Para Jéssica,
porque "o que obviamente não presta
sempre me interessou".

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Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."