Tantas Palavras
quarta-feira, 25 de novembro de 2009 | Opine aqui
Ecrevo porque escrevo, não tenho razão nem porque, escrevo porque tenho vontade de escrever, de ver como aqueles pensamentos ficam traduzidos no papel, transcrevidos para o material, para fora de minha mente. Escrevo porque gosto de ser ouvido sem dizer palavra, sem falar uma vez sequer. Escrevo porque sei, porque sei que escrever me faz bem, sei que escrever me faz feliz. Escevo por opção.
Coisa que nunca devia se fazer era perguntar a uma pessoa porque ela escreve, escrevemos, ora, porque queremos, porque recebemos o dom da palavra. E o que seria do mundo sem os escritores? Com suas vida boemias e suas regras escritas para o amor.
Como seria se ninguém nunca tivesse escrito amor e esse sentimento fosse intraduzível? O que seria de mim? O amor não passaria tanto por minha mente como passa agora, a minha vida seria vazia e eu não teria o que fazer. Seria um dom jogado fora. E eu, estaria por aí, sem saber traduzir sentimento alguma, sem saber traduzir a mim mesmo e nunca mostrando ao mundo o que poderia ter sido, nunca mostrando-me ao mundo como eu quero e como eu faço quando escrevo. O que seria de mim se eu não aprendesse a escrever? O que seria do meu amor? Dos poemas e romances que escrevi? O que seria de mim?
E não posso mais pensar em não poder escrever, pois isso me dói, me dói pensar que eu nunca teria conquistado os amores e a gratidão que tenho hoje.
Dói pensar que eu nunca seria ninguém.

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"Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão. Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher. Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão. Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói" Caetano

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Para Jéssica,
porque "o que obviamente não presta
sempre me interessou".

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Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."