Tu
quinta-feira, 29 de outubro de 2009 | Opine aqui
Meu texto que versa sobre o amor já está batido, sempre a mesma história de dor e separação, do rancor, recalque. Minhas histórias são repetições de uma só, a primeira que ouvi, a história de nós dois, e não quero mais versar sobre isso. Quero inspirar-me na lua de outro céu. Então posso versar sobre nomes de mulher, olhares, mãos, gestos, cores. Posso versar sobre Patrícia, Capitu, Bethânia, Elis, Adriana, Édith, etc. Posso versar sobre todas elas e suas belezas particulares, suas vozes ou seus dons artísticos. Ou como elas são capazas de enfeitiçar-me. Posso fazer um medley de como passei a amar todas ela depois do amor único que experimentei e não gostei. Como passei a ver em cada uma algo especial que antes não via e não havia. Posso pensar nelas e apaixonar-me novamente, porque sempre entre elas está o rosto mais esperado e mais amado, que eu quero rever todos os dias, entre elas eu guardo meu verdadeiro amor, entra elas está o sol. Entre elas está você.
E, enquanto eu me apaixono por todas essas mulheres, eu tento esquecer o rosto que sempre esteve lá e sempre estará, tento esquecer o quanto amei, quanto eu queria que você continuasse amando, tento esquecer do quando eu ainda sei que vou te amar.
Quem dera os olhares de Paula, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Gal, Rita, Luana, Cicarelli, Pitanga e tantas outra fosse igual ao seu olhar. E por causa do olhar de mangá é que não consigo esquecer-te. É por causa dele que só sei versar sobre nosso amor.


Seja o que for
"Onde queres o ato, eu sou o espírito e onde queres ternura, eu sou tesão. Onde queres o livre, decassílabo e onde buscas o anjo, sou mulher. Onde queres prazer, sou o que dói e onde queres tortura, mansidão. Onde queres um lar, revolução e onde queres bandido, sou herói" Caetano

O blog
Para Jéssica,
porque "o que obviamente não presta
sempre me interessou".

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Soneto de Fidelidade

"De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."