Tantas Palavras
quarta-feira, 25 de novembro de 2009 |

Ecrevo porque escrevo, não tenho razão nem porque, escrevo porque tenho vontade de escrever, de ver como aqueles pensamentos ficam traduzidos no papel, transcrevidos para o material, para fora de minha mente. Escrevo porque gosto de ser ouvido sem dizer palavra, sem falar uma vez sequer. Escrevo porque sei, porque sei que escrever me faz bem, sei que escrever me faz feliz. Escevo por opção.
Coisa que nunca devia se fazer era perguntar a uma pessoa porque ela escreve, escrevemos, ora, porque queremos, porque recebemos o dom da palavra. E o que seria do mundo sem os escritores? Com suas vida boemias e suas regras escritas para o amor.
Como seria se ninguém nunca tivesse escrito amor e esse sentimento fosse intraduzível? O que seria de mim? O amor não passaria tanto por minha mente como passa agora, a minha vida seria vazia e eu não teria o que fazer. Seria um dom jogado fora. E eu, estaria por aí, sem saber traduzir sentimento alguma, sem saber traduzir a mim mesmo e nunca mostrando ao mundo o que poderia ter sido, nunca mostrando-me ao mundo como eu quero e como eu faço quando escrevo. O que seria de mim se eu não aprendesse a escrever? O que seria do meu amor? Dos poemas e romances que escrevi? O que seria de mim?
E não posso mais pensar em não poder escrever, pois isso me dói, me dói pensar que eu nunca teria conquistado os amores e a gratidão que tenho hoje.
Dói pensar que eu nunca seria ninguém.

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Tu
quinta-feira, 29 de outubro de 2009 |

Meu texto que versa sobre o amor já está batido, sempre a mesma história de dor e separação, do rancor, recalque. Minhas histórias são repetições de uma só, a primeira que ouvi, a história de nós dois, e não quero mais versar sobre isso. Quero inspirar-me na lua de outro céu. Então posso versar sobre nomes de mulher, olhares, mãos, gestos, cores. Posso versar sobre Patrícia, Capitu, Bethânia, Elis, Adriana, Édith, etc. Posso versar sobre todas elas e suas belezas particulares, suas vozes ou seus dons artísticos. Ou como elas são capazas de enfeitiçar-me. Posso fazer um medley de como passei a amar todas ela depois do amor único que experimentei e não gostei. Como passei a ver em cada uma algo especial que antes não via e não havia. Posso pensar nelas e apaixonar-me novamente, porque sempre entre elas está o rosto mais esperado e mais amado, que eu quero rever todos os dias, entre elas eu guardo meu verdadeiro amor, entra elas está o sol. Entre elas está você.
E, enquanto eu me apaixono por todas essas mulheres, eu tento esquecer o rosto que sempre esteve lá e sempre estará, tento esquecer o quanto amei, quanto eu queria que você continuasse amando, tento esquecer do quando eu ainda sei que vou te amar.
Quem dera os olhares de Paula, Bibi Ferreira, Marília Pêra, Gal, Rita, Luana, Cicarelli, Pitanga e tantas outra fosse igual ao seu olhar. E por causa do olhar de mangá é que não consigo esquecer-te. É por causa dele que só sei versar sobre nosso amor.


Tempo vida poesia
Luiz Eduardo Casarin Antonello, mais conhecido como Dudu, o guri que lê demais, escreve compulsivamente, ouve musicas até enjoar delas, vê o mesmo episódio de Friends 500 vezes e quer ser House. Prazer!

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"Era (e é) para mim a própria encarnação da arte delicada de escrever".

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